31
de
maio
Cinco lugares onde eu gostaria de estar agora:
1) Em Marte.
2) Na Lua.
3) No meio do mato.
4) Na Islândia.
5) Na puta que o pariu
E vocês?
1) Em Marte.
2) Na Lua.
3) No meio do mato.
4) Na Islândia.
5) Na puta que o pariu
E vocês?
Consolo na praia
(Drummond)
Vamos, não chores
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
Precipitar-te - de vez - nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.


Tem dias em que eu me pego pequenininha. E quanto menor fico, mais sinto vontade de me enrolar dentro da minha casinha de caramujo. Só colocar a cabeça pra fora quando for extremamente necessário. De me enrolar em volta do meu próprio rabo. E esquecer. Esquecer. Esquecer.

(Achei meu basset hound que havia se perdido!)
"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções".
(http://bulabula.blogspot.com)
Sábado alguns amigos vieram aqui em casa para o nosso grupo de estudos mensal - do qual fazem parte a minha orientadora e todos os orientandos dela; em suma: amigos do mestrado e doutorado. As pessoas já convivem há algum tempo e por isso já têm um certo grau de intimidade. Logo, volta e meia a parada descamba pra algum assunto pessoal, não raro vira terapia de grupo. A vítima desse sábado fui eu.
Estudando sobre o pós-modernismo e algumas coisas que não vou entrar em detalhes aqui pois seriam enfadonhas e desnecessárias, começamos a falar sobre o fim (ou não) das grandes utopias. Sobre ser possível pensar num mundo melhor. Já são folclóricos o meu ceticismo e cinismo estratosféricos, então às vezes fica difícil entender como alguém pode acreditar que alguma coisa vá mudar. Sou sempre a opinião do contra. Até pode, já que somos produtos da história e da ação humana, mas creio que isso levaria uns duzentos anos e, do jeito que a coisa anda, o planeta não aguenta o tranco. Por isso me pergunto se não vale a pena ir pra uma pra uma ilha deserta ou pro alto de uma montanha, com as pessoas que eu realmente amo e passar os dias a ler, fazer boas refeições, curtir a natureza, beber até cair - e de vez em quando fretar um jatinho pra me levar à civilização pra me abastecer de cultura e iguarias finas. Nem precisa dizer que uma TV de plasma, uma conexão à internet e TV por satélite são artigos de primeira necessidade. Bom, enquanto não tenho meios de concretizar este meu delírio - e nem acho que terei, a menos que ganhe na loto, fato improvável de acontecer, uma vez que não jogo - vou seguindo por hora em meus "paraísos artificiais" que só existem no meu cérebro.
O fato é que meus amigos em questão, deste grupo, acham que eu estou lendo Bauman demais e isso está me fazendo mal. Em linhas bem gerais, Bauman é um sociólogo polonês, de 80 anos, que tem um livro chamado "Amores Líquidos". Neste livro ele fala sobre como é impossível manter um relacionamento sólido no atual estágio de desenvolvimento do capital, onde "tudo que é sólido derrete-se no ar" (frase do Manifesto Comunista, de Marx e Engels). Detalhe: ele é casado há 56 anos. Com a mesma mulher. Em suma, quase todos os argumentos do cara se resumem em: agora fudeu de vez! Tá dominado, tá tudo dominado.
As pessoas acham o Bauman pessimista. As pessoas me acham pessimista. As pessoas acham que tanto eu quanto o Bauman não acreditamos mais no amor ou na raça humana. Minha orientadora disse que vai queimar todos os meus livros do Bauman. Me lembrou que o primeiro comentário que eu fiz quando ela se separou foi: "Bauman tem razão. Só existem amores líquidos". Aliás sempre que ouço que qualquer pessoa se separou é só nisso que eu penso. Ou quando me interesso por alguém comprometido penso: é tudo uma questão de tempo, daqui a pouco ele se separa. Em 90% dos casos estou certa.
Não é que eu seja pessimista. Quer dizer, eu sou. Mas como disse aqui, sou uma pessimista que anseia em ser desmentida. Alguém ou alguma coisa que me faça mudar de idéia. Ideologia: eu quero uma pra viver. Só que chega um ponto em que você tem que criar estratégias de auto-defesa. Se não a vida vai ficando muito sofrida. Não acho que eu esteja "me fechando" neste caminho. Só acho que não posso ficar dando a cara pra bater desse jeito. Sei que eu tenho "só" 29 anos e pessoas muito mais velhas, com muito mais decepções ainda acreditam nas coisas. Fazer o quê? Certas pessoas nascem sensíveis demais. O espiritmismo diria que são espíritos muito velhos.
Infelizmente as pessoas se separam com muita facilidade no mundo de hoje. Ao menor problema. E logo já estão com outras, pois "a fila anda". No passado as pessoas ficavam casadas muitas vezes por imposições sociais. Então, será que algum dia os amores foram sólidos? Será que algum dia o amor existiu? Será que o amor existe? O que é o amor? Será que é possível amar de um jeito que seja só nosso, sem querer que nossos relacionamentos sejam baseados em modelos que aprendemos não sei onde?
Meus pais foram casados 40 e poucos anos. E sempre foram completamente apaixonados um pelo outro. E tenho motivos sérios pra crer que nenhum dos dois traiu o outro. Fui traumatizada por um casamento perfeito! Vi isso até os 25 anos (data em que meu pai morreu). Como não querer algo parecido? Mas como ter algo parecido em dias como os nossos, onde as pessoas tem que renovar a fila constantemente? Onde as atrações e as opções são muitas?
Não sou pessimista em relação ao amor. Sou confusa. Não sei se acredito ou não acredito. Acho, como disse, que a gente aprende a criar estratégias de defesa - a menos que você seja um kamikaze. Não acho que sofrer de amor é melhor do que nunca ter amado. Às vezes acho que era melhor nunca ter amado. Mas só pude chegar a esta conclusão depois de ter amado. Mas, como disse, a coisa que eu mais queria é acreditar que eu estou errada e dizendo um monte de bobagens. Como eu adoraria mudar de opinião. Como eu adoraria mudar de idéia e ser sacaneada pelos meus amigos do grupo de estudos pelo fato de eu estar apaixonada ou acreditando que o mundo vá melhorar.
Sempre quando estou em uma dessas épocas de pessimismo crônico me lembro que o mundo é feito de exceções. Os grandes amores, os grandes encontros, são exceções. Os grandes artistas, as grandes teorias, são exceções. As pessoas que fazem algo de maior da sua vida são exceções. Aquelas que não trabalham por trabalhar, que não amam por amar e que não vivem por viver são exceções. E eu sempre me julguei uma exceção em uma série de coisas. Sempre opto pelo "caminho menos percorrido e isso faz toda a diferença". Então, talvez, ainda me reste uma pontinha de esperança, um fiozinho, mofado e embolado no fundo do meu ser; ao lado de prateleiras de sonhos, na gaveta das emoções perdidas e dos projetos inacabados. E quem sabe, alguém, algum dia, possa desenrolar este fio.
Não que alguém esteja se importando, mas foi o Wagner Moura (vulgo JK)que estava no mesmo lugar (que aliás era o Café da Livraria da Travessa)que eu, semana passada, como eu disse mais embaixo [ver post Rio (Mer)Scenarium]. E não Gustavo Moura, como eu disse. Aliás, de onde eu tirei Gustavo Moura?
Eu amo o Wagner Moura. Mesmo porque ele me lembra do meu segundo grande amor.
Caras do Terra (provedor, não o planeta)
Não tenho provedor Terra. Só faço meu blog aqui porque foi o primeiro que eu achei. Depois descobri que existem outros serviços melhores, mas me deu preguiça, e como já tava aqui resolvi ficar, porque ia me dar um trabalho do cão - e eu posso ser desocupada, mas não esse nível. Mas confesso que tá ficando foda.
Vocês não estão deixando meus comentários visíveis! Isso é muito chaaaato. Parece que eu tô apagando-os - o que seria uma grosseria com meus 7 leitores que ainda comentam. Sem contar que vocês já bloquearam a minha página de "manager" pra mim mesma. Não vou falar de outros detalhes técnicos menores que também estão ocorrendo na minha página - tipo o "ok" sumir; tem dois botões de "postar" e nenhum de "editar", porque eu sou uma pessoa muuuito esperta e já encontrei soluções alternativas.
Aquela história do sumiço do meu basset hound ainda está muito mal explicada.
Sem contar que eu já escrevi pra vocês e fui sumariamente ignorada.
Bom, é isso. Sem mais delongas me despeço.
Eu.

Henry David Thoreau (1817-1862), escritor norte americano foi um sujeito que, estressado com a vida da cidade grande – em pleno século XIX! – foi morar às margens do Lago Walden, numa cabana que ele mesmo construiu, em Massachussetts. Contava, então, com 28 anos de idade. O relato que ele produziu dessa experiência tornou-se inspiração para o movimento hippie, o movimento pacifista na Índia, além de já plantar diversas sementes de movimentos ecológicos e vegetarianos. Thoreau também escreveu o clássico “A desobediência civil”, na ocasião em que foi preso por se recusar a pagar impostos, uma vez que esses serviriam para financiar a guerra EUA-México – sorte dele que não tinha o imposto deduzido na fonte! É dele a sensacional frase “O melhor governo é o que governa menos”, que ele depois modifica para “O melhor governo é o que não governa de maneira nenhuma”. Sobre a ida dele para o Lago Walden:
“Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida, a vida sendo tão maravilhosa, nem desejava praticar a resignação, a menos que fosse de todo necessária. Queria viver em profundidade e sugar toda a medula da vida, viver tão vigorosa e espartanamente a ponto de pôr em debandada tudo que não fosse vida, deixando o espaço limpo e raso; encurralá-la num beco sem saída, reduzindo-a a seus elementos mais primários, e, se esta se revelasse mesquinha, adentrar-me então em sua total e genuína mesquinhez e proclamá-la ao mundo; e se fosse sublime, sabê-lo por experiência”.
O livro faz também, mesmo sem querer, referência ao Zen, na medida em que, por diversas vezes Thoureau fala em “simplificar” a vida e sobre quando se fizer algo, concentrar-se somente naquele momento e instante: “O tempo é apenas o rio em que vou pescando. Bebo nele, mas ao beber vejo-lhe o leito de areia e percebo o quão raso é”. Aliás esse é um dos pontos mais interessantes dessa obra. Thoureau parte do seguinte princípio: quanto mais você tem, mais precisa e mais complicação aparece – sendo o oposto também verdadeiro.
Ele divide o texto em capítulos sobre “Economia”, “Solidão”, “Visitas”, “O povoado” e alguns outros temas que explicam como ele fazia pra se virar lá. Um dos capítulos é intitulado “leitura” e ele fala que uma das razões que ele se muda para o bosque é para poder ler em paz – ai que inveja!: “Por todo o verão deixei a Ilíada de Homero em cima da mesa, embora só a folheasse de vez em quando. Por ter a princípio as mãos constantemente ocupadas, pois à mesma época concluía a casa e cultivava os feijões, foi impossível mais estudo. Entretanto me consolava com a perspectiva de semelhante leitura no futuro. Nos intervalos do trabalho, li um ou dois livros de viagem superficiais, até que me envergonhei disso e me questionei até onde eu vivia afinal”.
É muito engraçado a parte em que ele fala que nunca recebeu pelo correio nada que prestasse. Se ele recebesse a quantidade de spams e e-mails inúteis que a gente recebe hoje! E fala sobre os meios de comunicação – na época o telégrafo – e como eles são supérfluos. Imagina se ele visse o orkut. A mesma coisa ele diz sobre os jornais, que publicam sempre a mesma notícia.
Bom, minha vontade é de reproduzir o livro todo aqui, mas vou me conter. Quis colocar isso aqui, nessa segunda, pois minha obsessão hoje é encontrar o meu “bosque” – metaforicamente falando. Todos nós precisamos recuperar nossos “bosques”, mas a gente vai adiando, adiando… Ainda que eles pareçam estranhos aos olhos dos outros e que não sejam o que todo mundo espera que você faça.
Só pra finalizar, a resposta dele de porque saiu de Walden, após dois anos de reclusão:
“Deixei os bosques por uma razão tão boa quanto a que me levou para lá. Talvez por ter me parecido que eu tinha várias vidas para viver, e não podia desperdiçar mais tempo com aquela. É impressionante a facilidade com que insensivelmente caímos numa determinada rotina e fazemos para nós uma trilha batida”.
Fica pra pensar…
Matéria do Fantástico: por que os adolescentes sentem tédio?
Minha resposta: porque na vida adulta eles aprendem a mentir.
(Desculpem, não é exatamente isso o que eu penso, mas não pude deixar de cometer essa piada infame)
Tem dias em que você se rende. Afinal, já está pegando mal esse negócio de ser tão anti-social. As pessoas já estão começando a comentar. Resolve sair à noite - não pode ser tão mal assim. O programa parecia ser bom – uma festa onde bandas de rock tocariam na Lapa – as pessoas idem; não pode ser tão ruim assim. E você vai. Você, no caso, eu.
Aos poucos descubro que a festa é num lugar estranho – estranho de um jeito ruim, não estranho de um jeito bom – quente, escuro e apertado. Pareço ser minoria em querer entrar e não forço a barra. Meu estômago, que já não anda bem como tenho relatado aqui, parece dar estranhos sinais de vida já no início da noite, impedindo-me de usar o álcool como um entorpecente pro mundo. Festa estranha com gente esquisita. Eu não tô legal. Não agüento mais birita. Aí aquela última alternativa, que eu jurei pra mim mesma nunca mais ir, aparece como o plano B.
Quando me vi estava na porta do supracitado (no título) estabelecimento. O plano B em questão. Ainda tento olhar para os táxis a minha volta, com uma doce nostalgia do meu sofá e da minha TV; ir com uma última amiga que está só esperando o namorado; mas, como eu disse no início: tem dias em que você se rende. E ontem o você fui eu. Cedi aos apelos das outras amigas que insistiam pra que eu ficasse. O show estava terminando. O que pode ser ruim?
Muita coisa. Acreditem. O referido local é um suposto antiquário onde acontecem shows de samba – que eu já fui várias vezes, mas sempre esqueço e acabo voltando. Mistura diversos elementos decorativos – de bicicletas a sombrinhas, passando por objetos antigos – tudo muito kitsch, muito “muderno” e muito “olha-como-a-gente-é-legal”. Retrô. Vintage. O caralho a quatro. (Agora eu entendo o verdadeiro significado da lógica cultural do capitalismo tardio, onde tudo se explica pela cultura e a cultura é um amontoado de referências do passado). Respiro fundo e penso que talvez seja bom relembrar as raízes (que raízes, Cara Pálida?). Vamos lá. Força.
Logo vem o primeiro baque: Carolina Ferraz sentada numa mesa. Tipo, nada contra, pessoalmente falando – afinal, nem a conheço –, Carolina Ferraz. Mas a imagem que ela passa me faz ter a certeza de que eu não tenho nada a ver com ela. E vê-la em um local em que eu acho que eu não tenho nada a ver faz tudo se encaixar de maneira assustadora (exemplo oposto: semana passada fui num lugar que eu adoro, onde estavam Wagner Moura e sua mulher. Tudo a ver. Eu com ele. Eu com o lugar. Nós com o lugar).
Ao meu lado, mulheres da faixa dos 30-40 recém separadas, de vestidos coloridos, que fizeram aulas de dança de salão com o Coisinha de Jesus exibem passinhos ensaiados em corpos bem mais ou menos. Cantam alegremente todas as músicas e têm coreografias próprias. Gringos louros e vermelhos olham “how exotic” nós somos. Meneiam a cabeça acompanhando o ritmo ou tamborilam discretamente os dedos nas mesas. Olham fascinados para o tambor – e eu também olho, ainda na inocência de que pode haver algum detalhe que eu não tenha percebido. Resolvem dançar e – bom, vocês podem imaginar a cena.
Um sujeito grisalho, coroa, bigodudo, assiste com olhos de especialista, batendo numa garrafinha de cerveja, ao show. Na verdade ele parecia mesmo alguma entidade do samba que resolveu baixar naquele terreiro só pra matar a saudade. Um Vinícius de Moraes talvez, um Aldir Blanc – mas acho que o Aldir Blanc ainda não morreu. Ou já? Também não sei se ele tem (ou tinha) bigodes brancos. Sou o único ser humano de preto, em frente ao palco, olhando séria pros músicos. Já tá pegando mal.
Ah! Outro detalhe importante: o lugar cobra 20 real só de entrada. Isso mesmo: só de entrada, fora o que você consumir lá dentro. A sorte foi que uma amiga liberou a nossa entrada (além de tudo, se eu tivesse pagado pra entrar se matava!!!).
Resolvo tomar uma água pra passar o tempo – afinal meu estômago já se manifestava a olhos – e tripas – vistos. Além disso, cerveja ali é um roubo – nem vi quanto, mas com certeza era. Dou uma sambadinha, só pra mostrar que não sou desengonçada. Paro rápido. Chega. Pra tudo há limites.
Pego minha bolsa e aviso as amigas que ficarei sentada na porta do lugar, numa cadeirinha antiga. Sento e começo a pensar: que bom seria ter um filho pequeno nessas horas, ter que alimentá-lo de duas em duas horas, que é pra ninguém me encher o saco pra sair; como sou estranha; como seria bom me converter a alguma religião que proíba álcool e outras atividades mundanas – não, Universal, não, zen-budismo, talvez, aí mudo pro Tibet, raspo a cabeça, deixo os pentelhos crescerem livres como relva sem ter que me preocupar com roupa, esmalte, maquiagem, peso, cabelo; como sou estranha…
Chega. Vou embora. Já suportei tempo demais. Que se fodam se me acharem estranha. Tudo tem limites. Tenho ainda alguma dignidade. Aviso às amigas que estou indo. Mas já tá acabando! Elas anunciam em coro. Esse é o problema. Estar acabando e nunca acabar. Podem ficar, vou sozinha, pego um táxi. Uma outra amiga que também não tá achando tudo ótimo resolve ir. Logo a outra, minoria, se rende. Candidato-me, rapidamente, a enfrentar a enorme fila pra que elas aproveitem um pouco mais – e pra que eu tenha algo a fazer neste ínterim.
Entro atrás de um casal que se beija, faz juras de amor…Atrás de mim, outro casal dança, esbarrando toda hora em mim. Do meu lado, em uma cristaleira antiga, um porta-retrato com a fotografia do TIM LOPES!!!
Penso em como queria estar no escuro do meu quarto a meia noite a meia luz. Tá acabando, tá acabando. Logo chega a minha vez, pago apenas as águas que eu e amigas bebemos. Chego com os tickets de “pago”. Nos dirigimos pra saída. Entrego o meu pro porteiro, mas nesse instante começa um sambinha animado e minhas amigas dizem só mais esse, só mais esse. Já tô no inferno, por que não abraçar o capeta? Entro. Espero uma ou duas músicas. Finalmente elas se convencem de irmos. Entrego, exausta mas aliviada, os tickets pro porteiro. Graças a Deus passou.
Este blog está com problemas. Não está mostrando os comentários das pessoas - mas se você clicar em "comentários" eles estarão lá. E tem horas em que ele não me deixa postar. Droga.
Foi só eu falar, parece que arrumou.